Sindicato cobra das empresas medidas de segurança para os jornalistas que cobrirão as manifestações de 7 de setembro

SJSP também realizará plantão especial contra violência ou cerceamento do livre exercício profissional

Por Redação SJSP

Diante das mensagens violentas e de caráter golpista proferidas por Jair Bolsonaro e seu cada vez mais reduzido número de apoiadores, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) enviou na última sexta-feira uma mensagem às empresas de comunicação para cobrar medidas de segurança aos profissionais que realizarão a cobertura das manifestações no 7 de setembro. 

Neste feriado, o Sindicato contará com plantão presencial em sua sede das 10h às 18h.  Para contatar os diretores no Sindicato, ligue (11) 99102-9819 com Cândida ou para (11) 97618-4217 com Zé Eduardo.

No interior, litoral e Grande São Paulo, os jornalistas podem contatar a secretaria pelo telefone (13) 99755-5393 com Solange ou pelo e-mail secretariadointerior@sjsp.org.br. Em todo o estado, jornalistas que precisem de orientação podem contatar o plantão pelo número (11) 94540-0287.

Leia a seguir a mensagem enviada às empresas:

Em virtude de claras ameaças de violência e, inclusive, possibilidade de uso de armas de fogo por parte de grupos ligados ao presidente Jair Bolsonaro, gostaríamos de pedir informações a respeito das medidas de proteção a jornalistas que serão enviados para a cobertura dos eventos marcados para o dia 7 de Setembro.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, assim como a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), vem alertando há vários anos para a necessidade de proteção das e dos profissionais que cobrem todo e qualquer tipo de evento em que sejam expostos a riscos à sua integridade física.

Neste sentido, reiteramos a responsabilidade das empresas no fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPI) e, inclusive, de coletes a prova de bala.

Ao mesmo tempo, lembramos que é tarefa do jornalismo sério e responsável cobrir de forma justa e equânime os diferentes atos e eventos políticos, independentemente de sua origem ou orientação. Lembrando que justiça e igualdade são atributos de uma cobertura jornalística que não trata diferentes como iguais, equiparando atos e atores que se comportam de forma oposta e omitindo-se diante de abusos. Uma cobertura enviesada, negligente ou omissa pode, inclusive, servir de combustível à violência que vitima as e os jornalistas.

Assim, é imprescindível a presença das e dos jornalistas em campo, com garantias de segurança física e de execução livre de seu trabalho de observadoras e observadores atentos dos acontecimentos.