Por um Sindicato cada vez mais forte - a opinião do SJSP

 
Para os jornalistas, 2015 está sendo um ano difícil. Desde abril, há demissões em massa em diversas empresas – Estadão, Editora Abril, Folha, Band, A Tribuna, Jovem...

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Para os jornalistas, 2015 está sendo um ano difícil. Desde abril, há demissões em massa em diversas empresas – Estadão, Editora Abril, Folha, Band, A Tribuna, Jovem Pan, entre outras. Para os que ficam, cresce a carga de incumbências e pioram as condições de trabalho. Nas campanhas salariais em curso, notadamente no setor de jornais e revistas da capital e do interior e litoral, as empresas tentam achatar o salário real, propondo reajustes abaixo da inflação. No caso da capital, a proposta é dividir a inflação de 8,76% em duas parcelas de 4,29% (a primeira em junho de 2015, a segunda em janeiro de 2016). Com isso, a categoria passaria um ano inteiro sem repor a inflação em momento nenhum. No caso do interior e litoral, um reajuste seco de 4,5%, perenizando a perda nos salários.

Isso tudo ocorre a despeito de que o setor de comunicações é beneficiado com forte desoneração tributária desde o início de 2014, pagando apenas 1% de seu faturamento a título de recolhimento para a Previdência Social. Com isso, uma empresa que fatura R$ 5 milhões ao mês, paga apenas R$ 50 mil para o sistema público de aposentadorias. Trata-se de uma injeção maciça de dinheiro público nas empresas privadas, que custaram - considerando-se toda a economia brasileira - dezenas de bilhões de reais ao Tesouro nacional. É uma medida para nós injustificável, uma espécie de “bolsa-patrão”, mas apresentada justamente com o objetivo de preservar empregos.

Em 2015, a despeito do ajuste fiscal, que penaliza duramente os trabalhadores, adotando medidas às quais o nosso Sindicato e a CUT – central a que somos filiados – se opõem, eis que a desoneração é mantida para as empresas do setor. E elas, ao mesmo tempo em que se apropriam de fundos públicos, realizam demissões em massa. Na prática, usam o dinheiro para financiar os cortes.

A direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP), empossada em abril, tem realizado um trabalho árduo para mobilizar os jornalistas a resistirem diante dessa realidade e conseguirem preservar seus salários e seus empregos. Temos comparecido às redações e realizado assembleias, debatendo com os jornalistas as formas de ação coletiva. Promovemos manifestações de protesto, como as realizadas nas portas da Folha, Estadão e A Tribuna, e recorremos à Justiça, levando algumas das empresas ao tribunal como única forma de forçar uma negociação na qual os trabalhadores conseguissem arrancar mais e melhores benefícios na saída, além da proibição de novas demissões.

Em meio à necessidade de resistência aos ataques do patronato contra os jornalistas paulistas, com a clara finalidade de achatar salários, intimidar a categoria e aumentar o desemprego, a direção do SJSP tem que enfrentar ainda uma ação judicial de grupo de oposição, que teve sua chapa impugnada em março pela Comissão Eleitoral legitimamente eleita em assembleia, por não atender às exigências do estatuto. A atitude de entrar na Justiça, contrária à liberdade, autonomia e democracia sindicais, resultou na anulação do processo eleitoral que ocorreu em março. Assim, para cumprir decisão judicial, o Sindicato realiza nova eleição em agosto e, mais uma vez, a oposição não conseguiu registrar chapa.

Convidamos os jornalistas de todo estado de São Paulo a virem às urnas de 18 a 20 de agosto para fortalecer o seu Sindicato. Nosso compromisso, como temos demonstrado na prática, é o da luta intransigente em defesa dos salários, das condições de trabalho e do emprego de toda a categoria, na capital, litoral e interior. Temos também a determinação de aproximar o Sindicato de toda a categoria, buscando diversificar suas atividades e fortalecer sua vocação de se constituir como canal de debate e organização de toda a categoria. Hoje, nos enfrentamos com empresas que buscam preservar suas vantagens e ampliar a precarização de nossa profissão. Nossa resposta tem de ser ampliar nossa união. Fortaleça o Sindicato. Venha votar de 18 a 20 de agosto, por um Sindicato mais forte e representativo.

 

Direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP)