Dia 14: Centrais sindicais convocam atos contra o desmonte do INSS

Sem realização de concursos e investimentos do governo federal, mais de 2 milhões de brasileiros estão na fila aguardando análise de pedidos de benefícios

Por Rafael Silva - CUT São Paulo / Arte: Maria Dias - CUT-SP e Edson Rimonatto - CUT Brasil

ARTE: MARIA DIAS/CUT-SP / EDSON RIMONATTO - CUT BRASILARTE: MARIA DIAS/CUT-SP / EDSON RIMONATTO - CUT BRASIL

Na próxima sexta-feira, 14 de fevereiro, as principais centrais sindicais, como a CUT, e os movimentos sociais realizam atos em todo o Brasil contra a má gestão do governo federal nas agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Na capital paulista, a manifestação está prevista para ocorrer a partir das 9h, com concentração na agência da Rua Cel. Xavier de Toledo, 280, no centro de São Paulo, e caminhada até a Superintendência do INSS, no Viaduto Santa Ifigênia. No ABC, atos estão programados às 8h para ocorrer na agência de Santo André (Rua Adolfo Bastos, 520 - Vila Bastos) e na de São Bernardo do Campo (Avenida Newton M. de Andrade, 140 - Centro). Em Santos, às 7h, o ato será na Av. Dr. Epitácio Pessoa, 441, em Aparecida. Outras cidades também planejam ações entre diálogos e panfletagens.

Atualmente, mais de 2 milhões de brasileiros estão na fila aguardando análise de pedidos de benefícios, o que evidencia o sucateamento do INSS, que sofre com a falta de investimentos nos equipamentos e a não reposição de servidores que se aposentaram ou saíram do serviço. Diante desse cenário, os servidores na ativa acabam cumprindo jornadas de 12 a 15 horas diárias nas agências, fazendo com que a categoria adoeça.

Como resposta à falta de funcionários, ao invés de gerar empregos decentes por meio de concursos públicos, o governo de Jair Bolsonaro fará a convocação de militares da reserva para atender a alta demanda de pedidos no INSS, desconsiderando a falta de qualificação para que eles desemprenhem as atividades do Instituto. Com isso, Bolsonaro deixa milhares de desempregados, já reféns da reforma Trabalhista e de contratações precárias por meio da carteira verde e amarela, sem a garantia do acesso a seus direitos.

“Bolsonaro segue com seu plano de acabar com a Seguridade Social. Primeiro promoveu uma reforma da Previdência que irá penalizar milhares de trabalhadores e trabalhadoras. Agora, desmonta literalmente as agências do INSS, dificultando o acesso aos direitos. Só que a classe trabalhadora está mobilizada para impedir mais esse ataque”, diz o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo.

Para as centrais sindicais, só a abertura de concurso público e investimentos em tecnologia e estrutura podem melhorar o atendimento e acabar com as filas.

Serviço
14 de fevereiro – Dia Nacional de Mobilização contra o Desmonte do INSS

Ato em São Paulo – 9h
Concentração na agência da Rua Cel. Xavier de Toledo, 280, com caminhada até a Superintendência do INSS no Viaduto Santa Ifigênia.

Ato em São Bernardo do Campo - 8h
Agência da Avenida Newton M. de Andrade, 140 – Centro

Ato em Santo André - 8h
Agência da Rua Adolfo Bastos, 520 - Vila Bastos

Ato na Baixada Santista – 7h
Agência do INSS na Av. Dr. Epitácio Pessoa, 441 – Aparecida - Santos

Clique aqui e confirme presença.