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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo terá representante na CUT/SP. Lilian Parise, do Conselho de Diretores do SJSP, foi eleita no 12º Congresso Estadual da CUT, que terminou sábado (23/5), em Serra Negra. Ela vai fazer parte do Conselho Fiscal da Central no período de 2009 a 2012. O presidente será Adi dos Santos Lima, metalúrgico.
Lilian foi eleita com apoio do Sindicato dos Editores de Livros e Gráficos de Jundiaí. “Esta eleição foi importante para o Sindicato consolidar sua participação junto à CUT e reforça o ramo da comunicação na Central”, afirma Guto Camargo, presidente do SJSP. O Congresso reuniu 124 representantes de entidades sindicais, 10 federações e 775 delegados e delegadas eleitos pelos trabalhadores e trabalhadoras com o objetivo de apontar um novo modelo de desenvolvimento para os próximos anos no Estado. Houve oficinas e grupos de trabalho. O presidente do SJSP, Guto Camargo, foi mediador da oficina ‘A comunicação como estratégia: a formação da nossa rede e a Conferência Nacional de Comunicação’. Os palestrantes foram Osvaldo Colibri Vitta, diretor e apresentador do programa de rádio Jornal Brasil Atual; Celso Horta, diretor do jornal ABCD Maior; Paulo Salvador, do conselho editorial da Revista do Brasil; e Rosana Bertotti, secretária nacional de comunicação da CUT. Moção de repúdio ao Governo Serra Os delegados aprovaram moção de repúdio ao governador José Serra, em vista dos problemas na TV Cultura. O descaso e o desrespeito do Governo Serra com funcionários da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura, parece não ter limites: são seguidos calotes e não cumprimento de acordos trabalhistas. Os jornalistas ainda aguardam o pagamento do reajuste do acordo coletivo de dezembro de 2008, de 7,2%. Esse procedimento não bate com lemas alardeados pela Fundação: ‘Pela defesa e aprimoramento integral da pessoa humana e pela formação crítica do homem para o exercício da cidadania.’ E em vez de resolver a situação dos funcionários, no dia 30/4, depois de uma reunião do presidente da Fundação, Paulo Markun, foi comunicado aos jornalistas que o Codec (Conselho de Defesa dos Capitais do Estado), da Secretaria da Fazenda, se manifestou “desfavoravelmente à concessão do reajuste nos termos pleiteados”, a menos que seja superada “pressão orçamentária de R$ 18,617 milhões, recursos ora disponíveis”. O comunicado informava ainda que “havendo reajuste, mesmo assim, o aumento não poderia ultrapassar o percentual de 6,86%”. E nesse caso, “tornar-se-ia necessária a adoção (pela Fundação) de providências indispensáveis à compensação em outros itens que compõem a despesa de pessoal”. Assim, além de limitar o reajuste em 6,86%, o índice só será concedido se houver um aumento de receita que cubra despesas correspondentes, ou uma redução nos gastos de pessoal, o que aponta para novas demissões. O assunto deve seguir agora para manifestação da Secretaria de Economia e Planejamento, responsável pelo orçamento estadual, e, em seguida, para a Comissão de Política Salarial, para deliberação final. “A posição do Codec é inadmissível. Os jornalistas não vão aceitar esta chantagem. Iremos usar todos os recursos possíveis para garantir os direitos dos funcionários”, afirma o presidente do Sindicato, Guto Camargo. A Fundação deve ainda reajustes salariais retrativos a 2003. A Justiça do Trabalho de São Paulo (de 1ª e 2ª instâncias) decidiu pelo cumprimento da convenção coletiva e o pagamento de 10% de aumento aos jornalistas a partir daquele ano. Na época a Fundação alegou em sua defesa que o pagamento faria com que ultrapassasse os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, argumentação derrubada na Justiça do Trabalho. Em vista disso, negociou com o Sindicato e assinou um acordo para pagar a dívida. A Fundação honrou uma parte, mas este ano enviou o pedido de verba para o Codec, que ainda não se manifestou. Com relação a esta ação, o Sindicato já pediu o cumprimento da sentença na Justiça. |