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Convencidos
de que a construção da cidadania plena para todos
os brasileiros passa, necessariamente,
pela obtenção da igualdade racial e que as diversas
categorias profissionais têm uma importante contribuição
a dar nesse sentido, nós, jornalistas negros, tomamos a
iniciativa de nos organizar no Sindicato dos Jornalistas Profissionais
no Estado de São Paulo. Para isso, criamos a Comissão
de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira), um órgão
consultivo, com participação aberta a todos os interessados,
que ajudará o Sindicato a ter uma atuação
mais efetiva com relação à questão
racial. Vamos participar de ações tanto no âmbito
específico do jornalismo, quanto em questões de
caráter mais geral. Para conseguir esses objetivos, a Cojira
tem algumas tarefas prioritárias:
a)
Mapear e analisar a situação dos jornalistas negros
no Estado de São Paulo;
b) Acompanhar com olhar crítico o noticiário relacionado
à questão racial;
c) Estimular a capacitação dos profissionais que
já atuam na imprensa para que tenham uma melhor compreensão
da questão racial;
d) Criar oportunidades para que os jornalistas negros, em especial,
e os jornalistas sem recursos financeiros, de maneira geral, tenham
acesso aos mecanismos de aperfeiçoamento
técnico-profissional;
e) Organizar um Banco de Dados sobre a questão racial e
a imprensa negra;
f) Utilizar o Jornal Unidade e todos os meios de comunicação
do Sindicato para divulgar matérias e discutir temas relacionados
à questão racial.
continua |
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Espelho
Infiel mostra o negro
no jornalismo brasileiro |
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Há
muito tempo o mercado editorial deve ao público brasileiro
uma publicação que retrate a realidade do negro na chamada
grande imprensa. Enquanto perdura esta falta de interesse, militantes
pela causa da inclusão do afro-descendente decidiram sair na
frente e editaram o livro“Espelho Infiel: o negro no jornalismo
brasileiro” resultado de uma parceria entre a Cojira-SP e Geledés
– Instituto da Mulher Negra. Com esta iniciativa, o objetivo
das duas Organizações é criar ou ampliar entre
os jornalistas e em toda a sociedade uma visão crítica
sobre a forma como a imprensa trata os temas relacionados a negros,
índios e a outros segmentos historicamente vulneráveis.
SAIBA MAIS
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| Publicação
“Imprensa Negra”
ainda disponível para doações
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| SAIBA
MAIS |
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Jornalistas
apóiam
luta anti-racismo |
A
questão racial conquista cada vez mais espaço
nas discussões entre os jornalistas. Em todo o País
tende a crescer os grupamentos criados para analisar o assunto e indicar
posicionamentos da categoria. Isto é um dos reflexos de ações
desencadeadas, por exemplo, pelas Cojiras, as Comissões de
Jornalistas pela Igualdade Racial de São Paulo e do Rio de
Janeiro e Núcleo de Comunicadores Afro-brasileiros do Sindicato
no Rio Grande do Sul. Esses coletivos elaboraram o documento que agitou
o 31º Congresso Nacional dos Jornalistas realizado no ano passado
na Paraíba.
“Visibilidade às Questões Étnicas nos Meios
de Comunicação e no Mercado de Trabalho” é
a tese que causou polêmica ao propor o apoio (aprovado) às
políticas de ação afirmativa e de cotas para
empresas jornalísticas. Na Carta da Paraíba que expressa
o compromisso dos jornalistas reunidos naquele Congresso consta o
compromisso da categoria com a luta pelos valores democráticos,
entre os quais inclui a batalha contra a exclusão social, de
gênero, raça e de etnia. Agora, o tema ganha importância
cada vez maior e , em São Paulo, a Cojira organiza sua participação
em mesa redonda sobre o assunto no próximo Encontro Estadual
de Jornalistas em Assessoria de Comunicação programado
para agosto no interior do Estado.
O segmento de assessoria é onde há mais possibilidade
de emprego para os jornalistas, o que não significa necessariamente
maior oportunidade para os afro-descendentes. Veja
a íntegra da resolução aprovada na Paraíba.
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